Aviso prévio:
Leitura obrigatória antes de submergir
se você procura mero ruído, feche esta aba.
Refletindo sobre o espetáculo dos últimos anos
observando o padrão de decadência
a maioria não debate política
apenas padece de uma neurose coletiva, regurgitando raiva e ressentimento alheios.
Falemos sem eufemismos.
Estamos esbanjando a inteligência da forma mais mesquinha e rasteira existente. Abandonamos a busca pela alta cultura e pelo domínio da realidade para reagir aos imediatismos pautados pela engenharia social do adversário.
Se a Tradição e o depósito da sabedoria ocidental e cristã estão do nosso lado, por que raios sucumbimos ao pragmatismo vulgar da militância digital? Por que nos apequenamos a ponto de rivalizar em nível com uma horda que, embora ontologicamente falida, demonstra maior domínio da ocupação de espaços e da linguagem do que nós?
A mecânica da servidão é implacável:
>quem não domina o idioma e os símbolos não apreende a realidade
>quem não apreende a realidade é capturado pela sofística dos mais ruidosos
>quem é capturado pelo alarido não pensa — apenas obedece.
Sócrates não fez campanha: praticou a dialética.
Platão não disputou cargo: erigiu a Academia.
Aristóteles não subiu em palanque: ordenou as formas do ser.
Os três apreenderam a mesma verdade fundamental: o poder político imediato é apenas a espuma do mar. O verdadeiro domínio reside na compreensão da estrutura da realidade. Quem compreende a realidade não vocifera no vácuo. Quem cultiva a vida interior não entra em pânico a cada pleito eleitoral. Quem compreende possui soberania do espírito — e soberania é o nome real da liberdade.
Seis meses depois, ninguém se Post too long. Click here to view the full text.